
Então, pós palestra da Probs no dia 21 recebo um monte de perguntas sobre o lance das enzimas medidas no sangue...
É uma das bases do nosso trabalho posto que quem treina tem exames que mostram seu treinamento, portanto é complicado querer que o sujeito treinado tenha um funcionamento enzimático semelhante a um sedentário.
essas enzimas, especificamente sao DHL, TGO, TGP e CK, que normalmente estao aumentadas em quem treina direito, da mesma forma que testosterona está baixa em quem treina de verdade...
O que voce tem de saber é que tais enzimas estao muito relacionadas com o metabolismo muscular, portanto a analise precisa de seus valores numericos é de extrema importancia para o manejo clinico dos nossos pacientes.
a DHL por exemplo é a enzima que converte piruvato em lactato, logo o seu aumento pode estar relacionado com aumento da atividade aeróbia.
Quanto as transaminases, que fazem a reacao de transaminacao (pegam um amino acido, retiram um grupo amina e colocam num acido alfa-cetonico fazendo um novo amino-acido e um novo acido alfa-cetonico), podemos dizer que:
A TGO ou AST, que normalmente vemos os médicos relacionarem com lesao miocardica porque esta tem uma porçao mitocondrial e uma porcao citoplasmática, no individuo que treina terá outro significado...
TGP que normalmente o clinico relaciona com lesao hepática, é exclusivamente citoplasmática e tambem no individuo que treina, tem outro significado...
o que me preocupa tambem é como alguns médicos relacionam o nivel de dor de pacientes com niveis alterados de CK, porque essa correlacao nao é muito verdadeira... A CK é a enzima que tranforma a creatina + ATP em fosfocreatina + ADP + Energia (utilizada na contracao muscular), ela está aumentada em lesoes musculares mas em individuos que treinam de forma intensa ela costuma estar aumentada da mesma forma...
por isso já dizia um medico velhinho chamado Claude Bernard: quem não sabe o que procura, nao sabe interpretar aquilo que encontra...
converse com seu médico de confiança antes de sair abrindo exames. observe se seu médico tem relacionado os seus dados clinicos aos dados de exame, senao vai acabar ouvindo interpretacoes imprecisas, e antes de partir para cima do seu treinador porque o treino aumentou a CK ou para cima do seu nutricionista porque seu medico afirma que o whey que ele prescreveu para voce lesou seu fígado, de os parabens ao seu professor por ele esar trabalhando de forma adequada e não julgue o seu nutricionista pelos seus valores de TGO e TGP que podem estar alterados (isso se voce estiver treinando bem, lógico...)
viu como saber interpretar exames é mais importante do que simplesmente pedí-los? viu como uma interpretacao erronea pode interferir num bom treinamento? viu como voce precisa de alguem que entenda do assunto e seja da sua confiança para lhe guiar nesse mundo complicado da pratica esportiva em busca de desempenho ótimo?
excelente...
abraçao e muita performance, com muita saúde - sempre!
Muzy
(figura inicial: Van Gogh - O médico, Dr Gachet)
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
DHL, CK, TGO, TGP - socorro que vai derreter!
sábado, 14 de novembro de 2009
Worshop Anual Probiótica

Daqui sete dias teremos um evento grande, o worshop sobre atividade física e suplementação que a Probiótica organiza anualmente em ordem de mostrar pessoas iminentes do esporte em interface com uma platéia seleta.
Neste ano, o atleta que virá prestigiar o evento, alem do nosso top 4 mister universo Samuel Vieira, será o bodybuilder profissional Denis James, que neste ano fez bela apresentação no Mister Olimpia vencido por Jay Cutler (numa das melhores formas já apresentadas - o Gu (Gustavo Pasqualotto deve ter vibrado se conheço ele um pouquinho...rs).
Dos palestrantes teremos pessoas ligadas ativamente com o esporte, tanto por serem atletas quanto por tratarem dos melhores deles, como prof Fernando Marques, dr Rodolfo Peres, prof Erico Caperuto, prof Jayme Netto e o nosso homem do Marketing Desportivo e atleta do Bodybuilding clássico que virou a casaca para endurance: prof Marcelo Bella.
Estou la no meio e vou falar para voces sobre Performance Humana e da importância de um treinamento bem struturado - tá certo que 8 da manhã de sábado vai ser fogo porque final de ano deixa todo mundo quebrado, mas façam um esforço: a palestra vai ter bastante conteúdo.
o mais é isso, um recado rápido num countdown de 7 dias para o evento.
isncrevam-se e apareçam: www.probiotica.com.br
abraçao e sucesso!
com muita saúde e muita performance
Muzy
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Clínica Médica...

O apagão de ontem me fez pensar numa analogia importante sobre algo que vejo com frequencia no consultório e acho legal dividir com voces porque acho que muito ainda precisa ser esclarecido no que tange hipotireoidismo.
O normal é ouvirmos pessoas dizerem que tem engordado devido a uma tireóide mais preguiçosa ou então devido a um hipotiroidismo clínico mesmo, mas tal situaçao nao é tao verdadeira assim...
Vamos começar do princípio:
O metabolismo é perfeito:
enquando alguns reclamam que depois de certa idade ficou dificil para perder uns quilinhos e outros reclamam que ficou dificil para ganhar uns quilinhos devido ao metabolismo estar mais lento, eu dou graças a Deus... Sabe porque? Imagina quanto sua vida duraria se voce envelhecesse depois de atingidos 25-30 anos de idade na mesma proporçao que envelheceu até chegar a esta idade... Sim... voce saiu de 52 cm ao nascimento para 160cm a 180cm, saiu de 3,500kg para 50, 60 ou até 80kg... Se o ritmo e envelhecimento ficasse inalterado, viveriamos mais quantos anos? provavelmente teriamos uma aparencia de 70 anos com meros 40, e aos 70 provavelmente nao estaríamos aqui mais ara reclamar...
está vendo como algumas coisas das quais reclamamos são atestados da nossa distração em nao usar tal fato ao nosso favor...
Pois bem, isto te a ver com tireóide porque ela é o acelerador do organismo: ela determina o ritmo das reaçoes através dos seus hormonios tiroxina (T4) e triiodotironina (T3).
quando desenvolvemos um hipotiroidismo podemos ganhar peso - PESO - num primeiro momento, porque tendemos a reter líquido - temos um tipo específico de edema que chamamos de mixedema, mas nao engordamos... pelo contrário: perdemos massa magra e muitas vezes a balança indica diminuiçao do peso... quem tem hipotiroidismo tem pele seca, voz rouca, cansaço extremo, deficits de sono, de atençao, limiar de fadiga baixo e muito pouca resistencia atlética. Mas nao engordamos...
a situaçao de engordar vem dos nossos habitos nutricionais e não da doença...
já a disposicao para a prática desportiva cai intensamente: homens nao conseguem mais treinar adequadamente, tem fadiga precoce e nem pensar em ganhar massa muscular - sem falar na dificuldade que é perder a gordurinha que sobra... nenhuma dieta, por melhor que seja vence um quadro patológico deste...
o que há de semelhante ao apagão é que num hipotiroidismo é como se tudo se apagasse e as funcoes normais do organismo se comportassem como o habitos dos cidadaos: tudo complica - transito, trabalho, construçoes... o que no corpo podemos entender como o metabolismo: sintese de proteínas, queima de gordura que sao os que nos interessam mais neste nosso caso...
portanto nao se engane para nao perder tempo: conserte sua dieta com seu nutricionista e nao fique pondo culpa naquilo que nao tem.
e quanto a voce professor, nao tenha pudores em aconselhar seu aluno sobre o que voce acha que ele pode ter e aconselha-lo a procurar um médico se ele se mostrar com estes sintomas, porque é voce quem coloca ele para alcançar seus limites, portanto é um dos primeiros a notar queda de rendimento ou incapacidade do aluno em gerar resultados: participe da saúde do seu aluno, tenho certeza que ninguem vai criticá-lo por ser zeloso, pelo contrário: vao elogiá-lo por ser atento.
no mais é isso: treinem atentos!
abraçao!
muita saúde com muita performance, claro...
Muzy
domingo, 8 de novembro de 2009
Tecnicas de Treino

vamos retomando...
outubro foi um mês "voado" onde retorno ao treino intenso, consultório cheio e cirurgias começando às 5 da matina pelo menos nas sextas e sábados me deixaram com pouca energia para colocar aqui adequadamente coisas interessantes, e como neste mês decidi viver experiências para contá-las com calma, teremos bons assuntos daqui para diante...
Como foi um mês de superação, assim como será novembro e dezembro até o final da primeira semana de janeiro (por questões pessoais), tive de inovar mais um pouco e encontrar saídas mais elaboradas para equações de tempo curto e cansaço latente...
e haja cortisol no mundo!!! PQP!
dessa vez vamos falar um pouco dos caras que fazem o bodybuilding atual, vamos parar de falar das raízes joe weider-arnold schwarzennergger-arthur jones-mike mentzer para falarmos mais de charles glass à milos sarcev.
indo direto ao ponto, o que estes - principalmente estes dois treinadores que eu citei - tem em comum? porque um interesse tão grande no trabalho deles?
bom, primeiro porque eles começam do começo: como contrair seu músculo num treinamento de musculação. e iremos tratar destes conceitos aqui conforme eles trabalham, algo que Prof. Charles Glass chama de consistencia do movimento.
Na teoria, consistencia do movimento é a qualidade do movimento que, na prática, sao as dicas que se seguem:
atençao ao peso! treine o músculo - deixe o ego em casa: quanto mais peso, mais músculos acessórios sao solicitados para permitir o movimento desejado, portanto perderemos o segundo princípio importante para o treino de RML (resistencia muscular localizada), uma das bases do bodybuilding
isole o músculo: procure amplitudes de movimento e angulos em que voce seja capaz de sentir exatamente trabalhar o músculo que voce deseja desenvolver. Quanto mais capaz voce for de realizar isso, mais consciencia corporal terá e por consequência disso mais seu treino renderá - uma coisa melhora a outra e assim uma alimenta a outra. vale fazer o parentese de que se voce nao treina estas habilidades adequadamente, ambas pioram progressivamente ou simplesmente nao melhoram - daí faz muito sentido quando o prof Fernando Marques fala: Nao treine errado! - existe treino errado sim... aliás, náo é a metodologia que está certa ou errada, ainda que ela possa estar sendo usada de modo equivocado ou seja ineficiente, metodologia é metodologia portanto nao faz sentido dizer que esta está certa ou errada... a forma de treinar, a forma de seu utilizar a maquina muscular é que pode estar errada: fique atento!
utilize o principio do deslizamento: ou o famoso "squeeze the muscle", frase popularizada por caras como Dorian Yates que quer dizer faça uma contraçao uniforme que esta determine o movimento em vez de apenas realizar o movimento: isto quer dizer - contraia o peitoral em vez de simplesmente tentar movimentar a barra.
antes de aumentar o peso, numa série de 12 a 15 repeticoes, trabalhe com o conceito de peak contraction: a contraçao de pico são aqueles 2 a 4 segundos de contraçao isométrica intensa no momento de encurtamento máximo.
ainda, aproveitando o peso que se trabalha, trabalhe com uma forma diferente de fazer rest pause: uma vez no alongamento máximo do músculo trabalhado, estabilize o peso antes de reiniciar seu deslocamento.
PARENTESES DUPLO:
- TRABALHAR COM MENOS PESO DIMINUEM AS CHANCES DE LESÃO! POR ISSO APROVEITE AO MÁXIMO O SEU WORKLOAD ANTES DE PARTIR PARA UM AUMENTO DELE.
- SE VOCE PERCEBEU, TODOS ESTES PASSOS TENTAM LHE ORIENTAR A NÃO UTILIZAR MOMENTUM NO SEU TREINAMENTO, OU SEJA, NÃO UTILIZE MOVIMENTOS ONDE O IMPULSO FAZ PARTE DA SUA CAPACIDADE MOTRIZ: CADA VEZ QUE SE FAZ ISSO DIMINUI A SOBRECARGA MUSCULAR NUM TREINAMENTO DE RML, DIMINUINDO ENTAO A EFETIVIDADE DESTE.
gostaram? dá pra começar a aproveitar mais um pouco o peso de que voces dispõe? entao tá...
esse foi inspirado num bate papo curto com meu mais novo amigo carioca, Dr Paulo Henrique neuro-infantil. Paulão, tou esperando o convite para um findi aí no Rio para podermos fazer um treino de verdade...
abraco a todos!
muita performance, com muita saúde...
Muzy
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Novidades!

Rapidinho...
pra quem gosta dos importados, tem uma novidade: a Probiótica está trazendo sua linha de importados para o Brasil. É a linha PRO.
para vocês nao ficarem perdidos, fiz um esqueminha rapidinho por produtos:
BCAA ETIL ESTER - BCAA em doses mais altas e de absorçao mais rápida. Ideal para treinos onde o catabolismo muscular for inevitável. Particularmente eu gosto de prescrever antes de treinos de RML intenso ou exercícios aeróbios.
CREAM CRUNCH - taí uma barrinha que vai fazer diferença... como ela tem um pouco de gordura em ordem de lentificar o transito gastrintestinal, torna-se perfeita para substituir refeicoes sem alterar muito a liberacao de insulina.
ISOLATE 100% WHEY - é o 100% isolado zero carbo carregado de glutamina da linha. interessante para uso em horários proximos aos da atividade física.
PRO BODY MEAL - blend de proteínas para ser utilizado ao longo do dia, de diversas fontes, em ordem de facilitar a manutençao do equilibrio nitrogenado em estado positivo (o organismo favorece a sintese de proteina em detrimento do catabolismo)
PRO MUSCLE - blend de proteínas ideal para fazer a primeira refeição pós suplementação imediata do treino. este contem alem de proteínas o complexo ZMA, que ainda age no metabolismo favorecendo a liberacao de fatores de crescimento que vão dar uma acelerada no início do processo de sintese de proteínas musculares pós estímulo.
PRO PURE WHEY - este blend é um timed release onde o que interessa é a qualidade e disponibilidae dos nutrientes, mas de uma forma mais homogenea. Este eu prescreveria para uso no lanche da tarde ou mesmo antes de dormir.
WHEY PRO2 ISOLATE - este é uma mistura: um passo adiante do ISOLATE 100%, é a marca que contem proteína hidrolizada, ou seja, de velocidade de absorção e biodisponibilidade maior ainda. Excelente para os momentos pré e pós treino, seu uso é recomendado para atividades físicas onde atinge-se o máximo em fadiga. Particularmente, prescrevo este tipo de proteína para meus triatletas devido ao alto turn-over proteíco de que eles são submetidos.
Bom, isso já deixa voces menos perdidos. confesso que eu fiquei! gastei um tempinho para escreve este manual para voces e espero que aproveitem.
Ah! nao esqueçam de procurar seu nutricionaista de confiança para organizar o uso de tudo isso. minha sorte é que o meu trabalha do meu lado e eu posso ficar enchendo o saco o dele o dia inteiro... hehehe (pelo menos às sextas feiras, até ele vir para Sao PAulo definitivamente...) abraçao Rodolfo!
se quiserem saber mais acessem: http://www.propremiumline.com/
abraçao a todos!
Muzy
domingo, 13 de setembro de 2009
Leões, lesões e muitos...
Estava treinando domingo passado tranquilamente quando passei em frente ao espelho da sala de pesos da academia onde treino e me vi num branco branco tão pálido que faria uma vela branca de 7 dias parecer ter um bronzeado californiano...
A partir disso lembrei do Rogério me falando... "você é muito branco neguinho... olha só pra voce: parece uma lagartixa...". O apelido vem e vai, dependendo do que ele quer me sacanear, mas o branco...
Nossa família, nesse meu caso específico o Rogério, (já que amigos são a família que escolhemos) vão nos falar de algumas características mas nunca vão tratar desses assuntos como limitações, portanto começo este post com um recado:
Não deixe. simplesmente não permita que pessoas lhe digam que você é limitado por alguma coisa. Estas mesmas pessoas não te agredirão abertamente, mas tentarão invadir o seu subconciente falando que você é "muito" alguma coisa... Sempre haverá alguém para falar que você é muito branco, muito magro, muito gordo, muito ocupado, muito preguiçoso, muito velho e às vezes vão lhe falar que é muito novo. Vão tentar lhe convencer de que dá muito trabalho, muito tempo, muita disciplina... Muita força, muito peso, muita dieta.... alguns vão tentar te desanimar dizendo que é muito difícil. Outros vão tentar de iludir dizendo que é muito fácil, e outros vão te frustrar dizendo que não é lá muito importante... Vão te dizer que é muito chato você fazer isto de final de semana ou que você é muito fraco por não conseguir acompanhar o pessoal e beber muito e que este negócio de dieta está, há muito tempo, fora de moda...
Só existe um muito que você tem de se preocupar:
DOR
Essa é muito preocupante...
Todos falamos da máxima - NO PAIN NO GAIN - mas a maioria de nós não sabe ao certo interpretar o que se sente e isso me levanta a bola para uma coisa fundamental: ter um bom profissional ao lado para lhe ensinar como interpretar o que está sentindo, além de todas as outras funções óbvias que se espera dele... Tive ótimos professores-treinadores, Fernando Marques, Rogerio de Morais, Alexandre Passos, Adriana Lino, Gustavo Pasqualotto e mais recentemente André Benício e claro, Valéria Lima... Todos foram grandes atletas em suas modalidades e me ensinaram principalmente diferenciar dor de FADIGA.
Tal situação é a tão repetida frase do Arnold - NO PAIN NO GAIN... talvez se ele fosse um educador físico a frase fosse diferente: NO FATIGUE NO GAIN... O grande cuidado que temos de ter é com dores de verdade, dores de lesão, portanto fiquem atentos com este esqueminha do que é legal fazer diante dos tipos de dores que se apresentam....
Dor por fadiga mecânica:
como reconhecer:inicia-se perto do número máximo de repetições. é do tipo em queimação, e instala-se vagarosamente uma incapacidade de manter o ritmo e amplitude das contrações do grupo muscular selecionado.
o que fazer: dê a pausa necessária, se for ela mesmo a dor termina em segundos.
Dor por fadiga neurológica:
como reconhecer: não é bem uma dor... é algo difícil de descrever. algo como uma dor crescente e difusa que culmina com uma sensação agudo de perda de força durante a fase concêntrica da contraçao muscular.
o que fazer: tempo de intervalo adequado, sempre lembrando que nos tipos de treiamento onde este tipo de técnica está indicado, é fundamental termos um professor nos acompanhando, inclusive para nos proteger de lesões. Basta falar que a maioria das distenções graves acontecem durante estes estilos de treinamento, e talve pudessem ser evitadas se o esportista estivesse acompanhado de um profissional competente.
Dor muscular tardia:
como reconhecer:geralmente começa a se apresentar 24h depois do treinamento e tem seu pico de intensidade ao redor das 48h pós-treinamento.
o que fazer: atividades aeróbias leves, alongamentos leves a moderados, treinamento de outros grupos musculares, inclusive leve aquecimento do segmento doloroso. o uso de antinflamatórios e relaxantes musculares é controverso, visto que, em casos leves, estas medicacoes tendem a atrasar o processo de regeneracao e diminuem a resposta ao treinamento. Sujeita-se a medicacao desta situaçao de forma particular, caso a caso.
Dores musculares agudas:
como reconhecer: dor aguda, durante a atividade física com subsequente perda parcial da função da musculatura trabalhada quando tratar-se de uma distensão. dependendo da gravidade da lesão pode-se observar a formação de equimoses e hematomas na região dolorosa, com posterior migração destes sinais para regiões mais distais (ou mais baixas) conforme passam os dias.
o que fazer: procure seu ortopedista para ele avaliar o grau e extensao da lesao para lhe orientar o que fazer: É necessario afastamento da atividade física, analgésicos, fisioterapia precoce e em certos casos para certas musculaturas, podem ser indicadas cirurgias corretivas. Normalmente, nestes casos, como boa parte é causada por encurtamentos prévios, um bom fisioterapeuta é necessário em ordem de resolver o disturbio biomecanico e recolocar o paciente na sala de pesos, de preferencia com o educador físico que continuará o processo de retreinamento.
Dores tendíneas:
como reconhecer: dores nos tendões ou em pontos ósseos que coincidem com a inserção dos ligamentos ou as origens musculares. normalmente melhoram com repouso, antiinflamatórios e aplicacao de gelo local. a manipulacao aguda piora o quadro instantaneamente após o término do processo, mas durante a manipulação há alivio dos sintomas álgicos.
o que fazer: procurar o ortopedista em ordem de identificar o tipo e a extensao do comprometimento. o tratamento vai de medidas fisioterápicas, medicacão e afastamento do movimento comprometido por 10 dias até afastamento de todas atividades físicas por 3 a 6 semanas.
Dores articulares:
como reconhecer: dores nas articulações, normalmente pós-treinamento, não tem pontos gatilhos e podem acontecer no repouso e piorarem durante os exercícios, algumas vezes incapacitando a realização dos mesmos.
o que fazer: rever a técnica de treinamento com seu treinador é imporante em ordem de parar o fator promotor e oferecer condicoes de regeneraçao à articulacao lesada. Medicacao é estudada caso a caso mas é iportante lembrar que não é indicado ir ao repouso diretamente. Atividade física de baixa intensidade/carga é, na maioria das vezes, benéfico e representa um importante fator de alívio.
Dores torácicas:
como reconhecer: dor em aperto, de início subito na regiao esternal, com irradiaçao para ombro esquerdo e/ou mandíbula devem ser reconhecidos prontamente acompanhado ou não de vómitos, sudorese fria e palidez . Note frequencia cardiaca aumentada em alguns casos, pulsos periféricos finos e ingurgitamento das jugulares
o que fazer: chamar ajuda no momento onde estes primeiros sintomas são sentidos em ordem de se tomarem medidas emergenciais. Até que se prove o contrário (sindrome de conversão, ataque de pânico, pneumotorax expontaneo, etc..), é uma emergencia cardiovascular, portanto toda atenção é pouca.
Bom, estas são as causas mais frequentes.
Gostaria que houvese uma receita de bolo para que ninguem passasse por apuros nestas situaçoes, ou ao ficassem nublados de duvidas. Ainda, a melhor conduta é a da equipe multiprofissional. Cada qual fazendo o que é certo na hora certa. Dessa forma, não há erro.
Entendendo isso, eu cito o Fernando (Marques) que gosta de fazer o trocadilho: NO BRAIN NO GAIN - (uma parodia ao NO PAIN NO GAIN), onde trocamos o "sem dor" da frase emblemática pelo atualizado "sem cérebro" do nosso mestre.
É isso por hoje.
atinjam a fadiga, confiem nos seus professores e raciocinem.
sem cérebro e sem vontade, ninguem chega a lugar nenhum.
abraçao!
(essa vai para o Luiz Felipe Marques, que me lembrou de coisas que eu me habituei há muito tempo e é um descuido bobo não dividir um pouco com vocês... Valeu Luisão, abraço e bons treinos!)
Muzy
domingo, 16 de agosto de 2009
Treino e dieta - Again!
Taí uma coisa sobre relacionamentos...
São bons quando as pessoas conseguem se misturar de uma forma harmônica, ainda que sejam muito diferentes, e com o esforço normal do dia a dia, sem que nenhum faça grandes peripécias para que tudo funcione. Mistura o seu café com leite. Fácil não é? Pois é, mexeria o leite ou o café para esfriar, esforço normal do cotidiano, e ainda assim, quando mexe o café com leite, percebe que por mais preto e mais branco que possam ser separados, se misturam com facilidade e juntos tornam-se uma coisa só. Ainda assim, misturados, voce consegue perceber o aroma do café e o paladar suave do leite, como se um fornecesse o sabor e o outro a suavidade...
voce não gosta de café com leite?
dane-se... contente-se em entender a metáfora.
Não tenho bebido leite de forma corriqueira há um bom tempo e ainda assim sou capaz de saber que o paladar dessa mistura é algo que combina...
Pessoas são assim também. Misturam-se. Apesar de você não mais conseguir distinguir entre as duas o que é o hábito de uma ou de outra devido a convivência, voce é capaz de identificar os traços marcantes porque a mistura ideal não sufoca as caracteristicas básicas de cada um, apenas atenua as arestas...
Assim é com o treino e a dieta.
Ontem mesmo fui fazer meu treino corriqueiro e decidi porque decidi porque decidi que como iria treinar membros inferiores muito intenso e muito rápido, iria utilizar a estratégia do carbo + creatina. Voltei minhas atenções para o meu pote de maltodextrina e creatina e meu preparado de ribose + creatina Maleato e outras associações... preparei meu shake pre-treino com uma dose legal de proteína isolada para fazer as vezes dos BCAAs que precisaria, e fui me embora para a sala de pesos...
Treinei como se o André estivesse comigo, colocando peso sem me dar satisfações ou como se o Rogério estivesse do meu lado berrando gentilmente "Vai neguinho, vai neguinho!".
Pois é, não que a amizade deles pudesse vir num potinho misturado com água, mas é que a experiência de treinar com eles, bons atletas e grandes professores, cria uma marca, um ritmo e uma forma de agir que se torna praticamente uma doutrina.
Uma vez com a energia necessária para realizar o trabalho a ser feito, precisamos só nos lembrar como fazê-lo e agir como se essas pessoas tão importantes na nossa rotina estivessem próximas.
Uma bobagem como gramas de maltodextrina e Ribose e outros compostos misturados em água fazem uma diferença absurda quando se está trabalhando no limite do limite. Claro que tem as associações legais que passei um bom tempo estudando e desenvolvendo, não posso negar que faça diferença, mas até aí a atitude frente ao desafio é fundamental.
Só para matar a curiosidade de vocês e tentarem reproduzir em suas respectivas salas de peso (de preferencia com algum profissional orientando), vou contar como foi o treino de ontem:
aquecimento de abdominais*
stiff -
25 reps / 12 reps / 5 reps / 5 reps / 1 drop-set + flushing de 25 reps
(variaçao da carga: 50 a 80% CM em intervalos de 30s a 2min)
tri-set - leg press** 10 reps / 08 reps / 05 reps / 05 reps
flexor de coxas 12 reps / 12 reps / 08 reps / 08 reps
cadeira adutora 30 reps / 30 resp / 25 reps / 25 reps
(variaçao de carga de 60 a 80% da CM em intervalos entre as tri-sets completas de 1min)
*(sempre treino abdominais antes de membros inferiores para melhorar o tônus da prensa abdominal, já que não utilizo cinturão)
**(com os pés em posição anteriorizada para recrutar mais posteriores de coxa)
Foi muito bom...
e voltamos para para os relacionamentos, tratando dessa vez do relacionamento treino e dieta.
Não menospreze sua alimentacao pré-treino e trans-treino, porque ganha mais quem treina mais, no sentido físico das coisas, ou seja, quem realiza mais trabalho tem um resultado melhor.
O nosso corpo é proporcional à quantidade de trabalho que somos capazes de realizar, dessa forma, se aumentamos nossa capacidade de trabalho e conseguimos melhorar nossa capacidade de regeneração, teremos um físico que, seguindo à proporcionalidade de suas capacidades, estará cada vez melhor.
Faça as pazes da sua dieta com o seu treino. quem ganha é você...
Momento de reflexão.........
Pense que não há meia fome, nao há meia chuva, meio pai, meia mãe...
Não há meio problema, se não fosse problema então, estaria resolvido, portanto não há meia dificuldade, da mesma forma que não há meia solução...
Assim como não há meio objetivo: já viu alguem competir para ser vice-campeão?
Assim, não seja meio atleta...
Não faça meio treino: pense na carga máxima ou na falha muscular e não no número de repetições ou no tempo que irá demorar para você atingí-las.
Não faça meia dieta: passar fome é o jeito fácil de deixar seu corpo em carência, vai bloquear o seu desenvolvimento. Comer demais é o jeito de não precisar pensar no que está comprometendo. Ambas soluções, passar fome ou se alimentar em demasia não são méritos admiráveis... Não admiro ninguém que consiga ficar o dia inteiro com uma refeição apenas porque diz que dessa forma não haverá erro e perderá gordura. Não me impressiono com ningúem que consiga num só dia comer quase 10% do seu próprio peso corporal. Tais condutas são para pessoas forte demais para aceitarem o desafio, mas fracas demais para se comprometerem de verdade.
A dificuldade da vida não é possuir demais ou restringir-se ao mínimo...
A dificuldade da vida é obter o necessário.
No nosso caso, de quem gosta do suor na testa porque tem o esporte no sangue, o necessário é a vitória - não aquela dos títulos e louros, porque esta pode vir ou não, depende também do outro que está competindo com você...
A vitória necessária é aquela de quem se olha no espelho pela manhã, se enxerga, se aceita sem se indulgenciar e sorri para o mundo, mas se congratula em silêncio: eu consegui.
(para os meus e minhas atletas-pacientes, que travam as mesmas batalhas da vida de todas as pessoas todos os dias mas querem mais de si mesmos, e às vezes se permitem sentir falta da palavra de incentivo diária: você pode.)
Vocês podem.
abraço!
Muzy
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Alongamentos...

Tá aí...
sempre me importo com o alongamento e nunca falamos nada a respeito...
Graças ao Lucas Nogueira - fisioterapeuta e bodybuilder - que nos escreveu nessa semana eu vou levantar essa bola para vocês - ainda que rapidinho - porque acho fundamental ter um bom alongamento, tanto do ponto de vista do médico, quanto do ponto de vista do atleta.
antes do treino:
pode ser um alongamento mais vigoroso, e sendo assim, apesar de ter artigos versando sobre uma possível diminuição na capacidade de realizar força durante o treiamento, há 3 razões que acho fundamentais para que o façamos:
1. músculo bem alongado é músculo sadio, sendo assim, não custa maleabilizar e sincronizar as unidade contráteis em ordem de fazer o danado trabalhar por igual. Gosto de trabalhar com medicina baseada em evidencias e as vezes observo trabalhos que sao feitos para contestar determinados paradigmas do treinamento desportivo e que já na metodologia mostram ao que veio. Papel pessoal, aceita tudo. Leiam sempre a metodologia e se acharem falho, nem percam tempo. Na dúvida, usem o bom senso. Não treino sem ser alongado e não vou para casa sem ser alongado pós treino. Minhas três referencias em treinamento de alto desempenho são sinergicas nisso sem absolutamente terem conversado sobre: meus treinadores: Fernando Marques, Rogério e Morais e André Benício. TODOS os três sempre cuidaram da minha musculatura dessa forma independente do trabalho que faríamos. Sendo assim, prefiro ficar com as evidencias e o bom senso.
2. alongamento antes é uma forma de preparar as estruturas nervosas que fazem com que consigamos produzir força sobre determinados estímulos, nesse caso, as fibras do fuso muscular. Estas estruturas delicadas coordenam nosso equilíbrio, parte da nossa estereognosia e ainda mantem nosso musculo responsivo a rápidas estímulos de alongamento da fibra.
3. trabalhamos a nossa resposta do OTG, ou orgão tendinoso de Golgi, outra estrutura nervosa, mas que por sua vez tem de ser "educada" a nos deixar sofrer sobrecarga. Isso porque ela é sensível a tensão aplicada no tendão e desencadeia um reflexo de relaxamento quando esta tensão ultrapassa o que o seu corpo estabeleceu como limite (que é de longe o limite mecanico que voce tem a sua disposiçao para treinar...).
depois do treino:
Esta fase é delicada. Com o músculo aquecido e as estruturas nervosas favorecendo sobrecarga, o excesso de tração pode causar danos se fizermos alongamento de forma intensa sustentada. Embora exista este risco, o alomgamento provoca relaxamento pós-treino e isso deixa o musculo se refazer de forma mais eficiente, talvez até encurtanto o tempo necessário para nos recuperarmos.
EM TEMPO!
Lídia me escreveu perguntando sobre o alongamento durante o treinamento, então vai lá:
nesse caso o objetivo não é alongar a musculatura é ampliar a capacidade de deformação das proteínas contráteis (situação que convencionamos chamar de microlesão) em ordem de ampliar a resposta de recuperação, dessa forma, ampliando também a resposta do treino.
Como havia escrito, o músculo aquecido está mais maleável, logo, quando alongamos ele durante uma seção se treinamento, por exemplo alongar o peitoral por 8s após uma série de supino, estamos fazendo com que a miosina (proteína que se deforma) mantenha-se em deformação mas de uma forma passiva, quase como se complementássemos o exercício concêntrico-isométrico-excêntrico. Quem usa com maestria esta técnica é o professor, meu treinador para o mister santos de 2008 e meu colega de trabalho Fernando Marques. Mas ele mesmo avisa e eu endosso: Cuidado! É uma técnica para atletas com maior bagagem de treino. Isto porque a chance de se perder o passo e fazer uma distensao muscular que tire o atleta da sala de pesos por 3 a 6 semanas é grande... Imagine que se após o exercício o músculo ainda permanece maleavel, o quanto maleável ele está durante o exercício... usem com cuidado...
Na realidade eu tenho uma pergunta: será que a série perfeita não seria aquela realizada com rapidez na fase concentrica (explosivo) - com isometria (peak contraction) - resistencia na fase excentrica (super slow) + alongamento leve (ampliação de microlesões) no final?
Assim que tirar meus "pininhos" volto a treinar, e voltando a treinar, faço assim durante um mês e conto para voces o resultado...
Por hoje é só. Dicas demais para vocês. agora vão treinar!
Saúde e performance e saúde e abraço!
Muzy
domingo, 19 de julho de 2009
Técnicas de treino...
Olha só, preciso causar fadiga mecânica rápidamente e de uma forma segura, com chances pequenas de lesão. Como fazer?
Essa questão permeia nossas cabeças naqueles dias em que o treino precisa ser "the flash" mas não sabemos como ou então naqueles dias em que treinamos muito mas nada da fadiga vir, que começa a fazer com que tenhamos um treino extenso demais, o que na maioria das vezes não é tão bom assim por razões que iremos discutir num "post" a posteriori...
Vamos fazer uma linha de posts sobre técnicas de fadiga e hoje vamos falar rapidamente sobre rest pause.
Bom, rest pause ou pausa de repouso é utilizado nessas duas situações citadas acima e mais em uma terceira: quando queremos fazer a ativação de um sistema muscular mas não queremos treiná-lo de fato.
O que é de fato?
são séries de 8 a 12 repetições de um determinado exercício, intercalado por intervalos de 6 a 10s, período em que fazemos uma recuperação parcial do nosso músculo, num total de 5 a 10 ciclos de "repetiçoes - pausa curta".
Como fazer?
escolha um exercício sendo coerente com o que você deseja:
fadiga muscular mecânica máxima num treino de RML: escolha um exercício analítico, de preferência um concentrado utilizando cabo (para o momento de força no músculo permanecer constante) - pronto! vai gastar até a última gota de glicogênio. Tambem pode ser feito no elástico, o que muda é a sua capacidade para resistir ao exercício devido a constante K de elasticidade da borracha, que funciona fisicamente como uma mola, fazendo com que no encurtamento máximo do músculo exista uma necessidade maior de força para realizar o movimento do que com o músculo em sua posição de alongamento.
ativação de um grupo muscular para múltiplos propósitos: vamos dar um exemplo - você decidiu treinar carga máxima de agachamento, ou realizar arranque ou ainda algum exercício que recrute a massa muscular do tronco mas que não necessariamente o treine. Outra situação que podemos citar é a em que depois de algum tempo sem treinar (7, 10 dias...) ocasionados por uma viagem ou qualquer outra impossibilidade, você se depara com uma sala de pesos e gostaria de fazer algo que trouxesse seu tônus muscular rapidamente, mas nao gostaria ou nao suportaria, nessas condicoes, realizar um treino completo, como por exemplo, de peitoral - deltoide anterior e tríceps... nessas condições podemos escolher um exercício básico, como supino reto, e utilizá-lo para realizar uma "ativação" da sua massa muscular (lembrando que essas são situações hipotéticas, seu treinador pode utilizar essa técnica numa miríade de situações diferentes como por exemplo quebra de homeostase em épocas de platô, necssidade de falha muscular com pouca carga, etc...). Coloque seu peso, de preferencia com a supervisao de um educador físico porque saber ajudar voce a atingir fadiga é diferente de ajudar voce fazer o exercício, e mande bala!
Como calculo o peso?
aqui vai ma dica: imagine que a primeira série voce deve ser capaz de fazer todos os movimentos corretos, numa amplitude de movimento ampla e que na segunda série, após a pausa rápida, você seria capaz de realizar 80% das repetiçõs sem ajuda e as 20% finais com ajuda na fase concentrica da contracao muscular: se 10 repetições, 8 sozinho mais 2 finais com alguem ajudando a trazer o peso no que o pessoal chama de fase positiva - a negativa é sempre só sua...
os ciclos tem de ser repetidos até que você nao consiga mais realizar nenhum repetição por sua própria conta e a falha comece a aparecer na fase excêntrica (negativa) do movimento também.
Observações:
1. nao descanse alongado: o alongamento muscular provoca uma contração reflexa por distensao de um orgao nervoso que fica dentro do músculo - as fibras do fuso. Faça o seu repouso, ainda que curto, com o peso apoiado, a não ser que você deseje aumentar seu nivel de stress muscular sem alterar peso ou repetições.
2. outra forma de aumentar o trabalho muscular sem mexer em peso ou repetições é fazer os exercícios com "peak contractions", ou seja, adicionar de 2 a 4 segundos de isometria na posição de encurtamento máximo do músculo,
3. e outra forma de auentar ainda mais a fadiga sem alterar peso ou repetições (embora esta diminua significantemente a sua capacidade de realizar séries seguintes...) é adicionar, nas pausas, períodos de contração isométrica - que pode ser a pausa inteira ou 50% do tempo total de repouso.
Que metabolismo trabalha e qual a explicação fisiológica para o resultado desta técnica? Trabalhamos com a resistência anaeróbia e com a capacidade de causar fadiga do seu sistema de obtenção de energia anaeróbio lático. Isto porque trabalhamos num intervalo e intensidades em que a recuperação do sistema ATP-CP é muito pequena, fazendo com que consigamos sobrecarregar especificamente o sistema de obtenção de energia anaeróbio alático.
O que podemos esperar de resultado?
Fora uma melhor qualidade muscular? Podemos esperar que numa dieta rica em carboidratos sejamos capaz de nos hipersaturar com glicogenio devido a este ser o grande combustível desta técnica através da glicose que demandará ser quebrada para a continuação do exercício e um melhor condicionamento anaeróbio alático, trabalhando nossa capacidade de resistir a fadiga.
Que suplementos alteram o curso deste treino, melhorando nosso rendimento?
Creatina e D Ribose - porque apesar deste nao ser um tipo de técnica que deixe que o sistema ATP-CP se reorganize, altos estoques iniciais destas substancias fazem com que o exercício seja continuado por mais tempo.
transportadores de glicose independentes de insulina - estamos trabalhando essencialmente com glicose, portanto, tudo o que jogue o açucar dentro da célula muscular, que nao seja insulina, vale para melhorar a sua capacidade de realizar um trabalho maior em ordem de ter portanto um resultado maior.
moduladores de fadiga mecânica - alguns conpostos de cálcio fazem com que sejamos capaz de prolongar o exercício, submetendo a fibra a um maior stress mecanico, deformando mais a miosina, gerando por conseguinte um maior sinal para reparação desta - amplificando desta forma os resultados
moduladores de fadiga central - por ser muito intenso, esta é uma tecnica de treino que aumenta muito a densidade do treino, fazendo com que o "cansaço mental" atingido por este seja precoce e difícil de se superar. Assim, podemos usar moduladores de fadiga central para fazer o corpo resistir a fadiga bem como aumentar o seu limiar central nos tornando menos sensíveis a esta. Com estas substancias aumentamos nossa capacidade de treino em poucos minutos, mas suficientes para que façam diferença devido o grande aumento, em termos de trabalho realizado, que conseguimos conquistar.
Por hoje é isso pessoal.
Bom domingo!
Boa semana de treino!
Sucesso e muita saúde (com muita peformace, é claro...)
PS: meu primeiro post pós trintão... he he he
Abração!
Muzy
segunda-feira, 13 de julho de 2009
D Ribose...
É... parece que o artigo passado causou um pouco de curiosidade sobre a D Ribose apesar deste nao ser um produto novo no mercado. Comecei a estudar este composto há um tempo, quando, um paciente demonstrou sensibilidade a qualquer tipo de proteína industrializada, trazendo 2 desafios:
1. para o Rodolfo, já que nao poderíamos contar com nenhum whey de absorção rápida para enriquecer a dieta deste paciente;
2. para mim, que à frente da parte dos ergogênicos, nao poderia contar com o auxílio da creatina no momento em que os treinos de sobrecarga de força fossem iniciados.
Corri atrás, fazer o que...
Estudando sobre substancias subaproveitadas ou utilizadas de forma inadequada, cheguei na D Ribose, apesar de nao ser uma novidade, e hoje posso falar para vocês que estamos terminando um protocolo de uso desta substancia com determinados sinergistas associados que causam um resultado muito bom tanto para endurance quanto para séries de força.
Rapidamente sobre este composto:
O que é:
Um açúcar de cinco átomos de carbono que encontra-se essencialmente presente no ácido ribonucleico, mas também em moléculas importantes como o ATP e em todos os nucleótidos, que favorece a produção de ATP (olha a semelhança funcional com a Creatina - nesse momento abri bem meus olhos...)
O que faz:
- Desempenha um papel especial na regulação da síntese da energia. A maioria dos tecidos do organismo, incluindo o coração, não conseguem produzir ribose de forma suficientemente rápida para repor níveis de energia quando estes estão gravemente reduzidos.
- Em estudos realizados com atletas saudáveis ou com indivíduos que sofreram lesões do músculo cardíaco verificou-se que o fornecimento de D-ribose às células musculares fatigadas repõe rapidamente os níveis normais de ATP.
- D-ribose permite preservar a carga energética celular e reduzir as consequência fisiológicas de uma escassez de energia celular.
Porque usar:
- Ao ajudar a repor rapidamente as reservas de energia esgotadas, D-ribose poderia ser benéfico em particular para indivíduos com problemas cardíacos ou outros, caracterizados por uma perturbação na produção de energia.
- Exercício físico de intensidade acentuada, uma isquémia muscular ou uma hipoxia localizada submergem os mecanismos de renovação da energia celular. Daí resulta um desequilíbrio entre a procura e a oferta de energia, que conduz a toda uma cadeia de reações que levam a uma queda da energia celular e, seguidamente, a todo um leque de problemas fisiológicos, incluindo rigidez muscular, dores, fragilidade, danos celulares e diminuição dos níveis de síntese das proteínas.
- a literatura mostra que a administração de D-ribose:
* aumenta a força muscular e a resistência, tanto em indivíduos saudáveis como em pacientes com fibromialgia; nestes últimos, a capacidade de fazer exercício físico é geralmente reduzida, pois os músculos não têm força de contracção nem resistência.
* em body-builders, a dose diária de 10 g de D-ribose durante 4 semanas aumentou significativamente a força muscular;
* multiplica por 5 a 7 o nível de adenina dos músculos esqueléticos, que desempenha um papel importante na recuperação;
* reduz o ritmo cardíaco de atletas que treinam com uma intensidade constante e controla a formação dos radicais livres que ocorre normalmente em tais circunstâncias;
* aumenta o limiar anaeróbico de corações normais saudáveis e retarda em 26% o início de lesões isquémicas irreversíveis;
* em pacientes com doenças das artérias coronárias, reforça a função cardíaca diastólica, aumenta a tolerância ao exercício físico e melhora a qualidade de vida; os seus efeitos benéficos devem-se ao papel que desempenha no aumento das reservas energéticas cardíacas deprimidas ao longo da isquémia ou da hipoxia associada à doença das artérias coronárias.
Como usar:
Uma dose fornece 3 g de D-ribose, um pentose (açúcar com cinco átomos de carbono) que entra na composição do RNA, e de moléculas importantes do processo metabólico, tais como o ATP ou o NADH.
Isto é o que está na literatura, claro que adaptamos às nossas necessidades e combinamos com sinergistas e claro que testamos combinado com creatina monoidratada bem como outros sais de creatina de absorção aumentada. Chegamos formulas interessantes, que combinam ainda transportadores de glicose, sensibilizadores de receptores dependentes e independentes de insulina, mobilizadores de gordura e Beta-3 agonistas.
Na minha opinião, utilizando a tecnica de treino adequada e uma dieta bem formulada, a complementaçao de D Ribose é ainda um extra para quem achava que em matéria de força, a creatina seria o passo final da suplementacao alimentar. Nao é. Há condicoes de melhorar ainda mais, principalmente padroes de saúde.
Já Pensou? mais forte, mais rápido, mais resistente, maior, e mais saudável?
entao pense...
abraço forte e até a próxima!
Muzy
domingo, 5 de julho de 2009
Porque variar o estímulo de treino
Pois bem, Metodologias de treinamento não devem orientar um atleta indefinidamente se não trabalharem várias aptidões. A qualidade da musculatura ou condição física que se adquire vem do trabalho entre os vários tipos combinações entre fibras, nervos e metabolismos que nosso corpo dispõe para realizar determinado trabalho. Sendo assim, variar o tipo de estímulo que se impõe num treinamento é interessante para acabarmos com os "gargalos fisiológicos" que se colocam a nossa frente como obstáculos nas situações em que nos esquecemos de que para dar o máximo da nossa capacidade física é necessário utilizarmos o máximo de todas nosas capacidades.
A novidade é que eu, o André e o Rogério iniciamos há 6 semanas um cico de treinamento de força onde deixamos de lado as séries e princípios de bodybuilding clássico para voltarmos a trabalhar base de força onde exercícios multiarticulares de cadeia cinética aberta e fechada, ainda que básicos, tomaram conta do nosso treinamento que tambem passou para uma densidade e volume diferentes.
A intensidade se manteve, embora obtida de uma forma diferente. Antes, para o meu caso, apostávamos no RML (resistencia muscular localizada) ao extremo: séries gigantes, bi-sets, tri-sets, séries até fadiga e alguns principios Weider, como drop sets, para atingir uma fadiga mecanica eficiente.
Nestas semanas trabalhamos fadiga neurológica, séries menores, exercícios básicos (nenhum analítico praticamente) e dividimos o treino em 2 dias, trabalhando 2 x 1: um dia de off para cada 2 dias de treino. intervalos longos, de 3 a 5 minutos, cargas próximas e além das máximas, 8 a 12 séries por grupo muscular, 2 a 3 exercícios por grupo sempre com drop-sets ao final e séries de wash-out, não contabilizadas na nossa planilha.
O resultado foi bem interessante e as conclusões se seguem:
1. mais do que um parceiro de treino, é necessário um treinador para esta fase: não adianta querer treinar força sem um profissinal experiente ao seu lado. primeiro que voce nao atinge seu máximo, segundo que o risco de lesão é alto, mas em compensação, o ganho é alto também...
2. apesar dos trabalhos do americano Fleck falarem de 12 semanas de treino de força, acho dificil para atletas de bodybuilding suportar o grande stress articular que este provoca, portanto considero seguro e confortável trabalhar 4 semanas como ideal, comum limite de 6 semanas, isso se o treino estiver muito intenso. Não acredito que seja possivel um atleta ordinário, que nunca treinou força passar de 4 semanas sem lesão, portanto, não recomendo.
3. Creatina e dextrose são fundamentais nessa fase. Desevolvemos ainda uma formula a base de D Ribose e glucotransportadores para este trabalho, mas teremos de ampliar o uso desta substancia para popularizarmos seu uso no mercado. Esperamos forçar uma queda nos preços, pois ainda é uma suplementação muito cara, ainda que o efeito seja incomparável e me atrevo a dizer que superior ao que se espera de qualquer esteróide (mais um motivo para não creditar seus méritos e correr riscos desnecessários usando drogas).
Não pudemos medir nosso pós adequadamente devido a um acidente, mas até agora, tivemos grandes promessas, mais uma vez trabalhando somente fisiologia, bioquímica e biomecânica (nomes chiques para treino e alimentação), em ordem de oferecer para voces alternativas verdadeiras de ganho de qualidade física e função.
quanto ao treino é isso. eu, o Rogério e o André estamos trabalhando para deixar voces com mais opcoes no campo do treinamento. em paralelo o Rodolfo vai quebrando a cabeça para descobrir formas de nos preparar e regenerar mais eficazmente.
Não se desespere para chegar no objetivo.
O que causa medo não é a impossibilidade de alcançar os seus desejos, é a impossibilidade de lutar por eles. A dor de não jogar, de não treinar, de não dar dar seu melhor ou de simplesmente não tentar é muito maior do que a dor de não ter conseguido.
Olhe a sua volta e contemple as pessoas que diariamente não tentam.
Observe na atitude delas justamente o que você não quer ser.
De que te adianta ter braços se você não os fortalece, pernas se não quer ao menos andar...
De que adianta ter paixão se você não a submete a prova? Cérebro se você tem receio de ter de achar saídas novas para velhos problemas ou estudar saídas antigas para problemas novos?
De que adianta seu coração se você desconhece o que é saudade?
Só reconhece o que é força quem já sentiu a falta dela.
Tenha fé, não tenha desespero.
Agora que você já olhou para os lados e observou o quanto os outros se disperdiçam, olhe para você e decida se exercer.
Tudo que é bom e certo e valoroso é feito agora.
O que foi feito ontem já passou e só serviu para aprender. O que será feito amanhã depende do que está sendo feito neste momento em que você lê e pensa. O quanto você é capaz de mudar o seu destino é medido pela sua capacidade de conservar seus valores. O quanto você é capaz de se manter rígido aos seus princípios é medido pelo quanto você consegue mudar para melhor, aquilo que você desejar.
Mas não se desespere por não ter chegado ao seu objetivo. E ainda que você não tenha a oportunidade de tentar alcançá-lo neste momento, não se desespere. O presente vai te ajudar a valorizar os momentos futuros em que você puder, a cada segundo, lutar para ser melhor.
Desespere-se apenas em uma situação: se um dia você desistir de tentar.
Agora vá aproveitar o agora.abraço e sucesso e saúde (com muita performance, como sempre...)
Muzy
sábado, 2 de maio de 2009
Não há momentos comuns...

Não há momentos comuns. Nunca existe um "nada está acontecendo". O problema é o hábito e o que nos diferencia uns dos outros é a consciência sobre o que se está fazendo. Isso é escolha.

sexta-feira, 1 de maio de 2009
Mitos e Costumes e Verdades e Cuidados...
Mate? Oras... todo mundo sabe que mate antes do treino emagrece...

Jogo contra o Uruguay
difícil opinar para falar a verdade, mas uma coisa é certa: dessa vez jogamos.
Para descontrair um pouco...
O dia é tenso para quem quer ganhar.